Justiça concede direito de não investir
Logo após a redução das tarifas em 50%, determinada pelo governo em julho de 1998, as concessionárias entraram na Justiça e através de uma liminar ganharam o direito de não realizar obras de investimento nas rodovias pedagiadas. Entendendo que o governo não respeitou o contrato de concessão, a Justiça determinou às empresas do Anel de Integração que realizassem apenas a manutenção e conservação das estradas.
A partir de então, o cronograma de obras previsto inicialmente foi totalmente comprometido. Duplicações, terceira pista, viadutos e outras obras de infra-estrutura viária foram canceladas por tempo indeterminado. Na avaliação das concessionárias, muitas obras que foram anunciadas já poderiam estar concluídas, caso o governo não tivesse reduzido a tarifa, prejudicando o caixa das empresas concessiondas.
Uma das primerias estradas a ser duplicada seria a BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana, que corta grande parte do interior do Estado. A concessionária Rodonorte, responsável pelo trecho, chegou a anunciar as obras, inclusive na presença do governador Jaime Lerner, que subiu em um trator para marcar a solenidade de início da duplicação. No entanto, até o momento, nem mesmo um metro da pista foi duplicada.
Entre as poucas obras que se encontram em andamento no Anel de Integração, tornam-se comum apenas as chamadas operações tapa-buraco e as capinas. As concessionárias utilizam o recurso da roçada para melhorar a visibilidade principalmente das placas de sinalização. As obras de tapa-buraco servem para corrigir falhas na pista, causadas principalmente pela ação do tempo e pelo esgotamento da vida útil do pavimento.