Justiça comum vai julgar vereador por atentado ao pudor
Marccio W. Varella
O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão), Wilson Rotta (PMDB), acusado de beijar uma mulher à força no centro de Maringá, no dia 10 de outubro do ano passado, será julgado pela Justiça comum por crime de atentado violento ao pudor. Ontem, o juiz Valdir dos Santos, do Juizado Especial Criminal, acatou pedido da promotora Elhanei Librelotto e encaminhou o processo para o cartório das Varas Criminais do Fórum de Maringá.
A promotora enquadrou Rotta no artigo 214 do Código Penal, que estabelece pena de seis a 10 anos de reclusão. Ela explicou que o Juizado Especial Criminal julga apenas processos que estabelecem penas de até um ano de reclusão. Nesses casos, geralmente o réu ganha liberdade mas paga multas ou presta serviços à comunidade. O Juizado Especial julga casos de pequeno potencial ofensivo, o que não é o caso do Wilson Rotta, afirmou a promotora.
No dia da agressão, Rotta parou o Santana AAC 5886, da Câmara Municipal de Engenheiro Beltrão, em fila dupla na avenida São Paulo. Chovia e a subgerente de seguros Débora Matiuci, 32 anos, bateu seu Chevette AFS 7945 contra a traseira do Santana. De camiseta, calção e chinelo, o vereador desceu e agarrou Débora, que ainda estava dentro do carro. Rotta beijou e mordeu várias vezes os lábios e o nariz de Débora.
Duas pessoas que assistiram a cena chamaram a Polícia Militar. Rotta foi preso em flagrante e disse aos policiais que perde o controle quando está alcoolizado. O exame de dosagem alcoólica comprovou que a embriaguez.





