A Justiça começa a ouvir hoje os quatro acusados de atear fogo na sede de ‘‘O Jornal de Marialva’’, no dia 13 de dezembro, ferindo gravemente o jornalista César Augusto de Lima, 53 anos. O promotor substituto de Marialva, Denilson Soares de Almeida, apresentou denúncia contra Adenilton Roberto Prado e Genilval Elias da Silva, que já foram presos e confessaram ter colocado fogo no prédio do jornal. Foram citados ainda Damião Domingos de Souza, acusado de ter contratado os dois, e o vereador João Gonçalves Medeiros (PTB), como mandante do crime.
A denúncia foi acatada pelo juiz substituto Ângelo Henrique Ribeiro. Os quatro são acusados de tentativa de homicídio qualificado. O promotor disse à Folha, após apresentar denúncia, que os quatro foram citados porque aparecem no processo, embora não existam provas contra todos eles.
Prado e Silva foram presos no dia 24 de dezembro pela polícia de Sarandi, e confessaram ter colocado fogo no jornal. Os dois garantem que não sabiam que Lima estava no interior do prédio e que Damião de Souza prometeu pagar R$ 200 pelo ‘‘serviço’’.
Damião de Souza era fiscal da prefeitura de Sarandi e desde a prisão dos dois está desaparecido. O vereador João Medeiros, acusado de ser o mandante, garante que não tem nada a ver com o caso. ‘‘Estão querendo jogar a culpa em mim porque sou pobre’’, alega.
O jornalista Cesar Lima, que se recupera das queimaduras, reconheceu Prado e Silva através de fotos. Duas semanas antes do atentado os dois foram até a sede do jornal armados e ameaçaram Lima, que reagiu e colocou eles para fora do local. A audiência começa às 16h30, no Fórum de Marialva.

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