Justiça chama PM para notificar empresa
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quarta-feira, 29 de maio de 2002
Carina Paccola Reportagem Local 
Arapongas - O oficial de Justiça de Arapongas (37 km a oeste de Londrina), Antônio Martins da Silva, precisou de reforço policial ontem de manhã para notificar a fábrica Nortox S.A. de que a assembléia de acionistas da empresa que estava sendo realizada deveria ser suspensa por ordem judicial.
Quando o oficial conseguiu entregar a notificação, a assembléia já tinha sido encerrada. Mesmo assim, prossegue a ação que questiona a validade da assembléia, movida pela acionista da empresa Daniela Amaral. Ela alega não ter recebido o relatório analítico administrativo e financeiro, que acabou sendo aprovado ontem.
O oficial de Justiça assinou uma certidão em que declara que, ao chegar à Nortox às 9h10, encontrou um forte aparato de segurança e foi impedido de entregar a notificação. Foram enviados dois camburões da Polícia Militar de Arapongas até o local para fazer cumprir a ordem judicial.
Os advogados de Daniela Amaral, Marcello Martins Motta Filho e Kátia Cristina Ribeiro, que a estavam representando na assembléia, prestaram queixa na Delegacia de Arapongas de terem sido impedidos de sair da sala onde se realizava a reunião para consultar por telefone a cliente deles sobre um dos pontos da pauta.
Segundo os advogados, a ata da assembléia não contém as contestações apresentadas por eles. E também não nos entregaram uma cópia da ata, afirma Motta Filho.
O advogado da Nortox, Oduvaldo Calixto, não quis fazer nenhuma declaração sobre o ocorrido. Ele disse à Folha não saber qual o interesse jornalístico em uma assembléia.


