Deve ser exumado esta semana o cadáver do banqueiro do jogo do bicho Mário Tamiya, morto no dia 12 de dezembro de 1996, supostamente em um ataque de cães. A polícia já considera a hipótese de que o bicheiro tenha sido assassinado e depois atirado aos cães para abafar o crime.
A solicitação foi feita pelo delegado especial Antônio do Carmo (Rolândia), designado pela Secretaria de Segurança Pública para presidir o inquérito policial aberto para investigar as circunstâncias da morte de Tamiya.
De acordo com a versão oficial dada na época pela polícia, o banqueiro do jogo do bicho teria sido morto quando tratava de seus três cães, da raça Mastim Napolitano. No laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana consta que a morte foi provocada por hemorragia. Após a morte dele, a polícia local não abriu imediatamente um inquérito, por presumir que o bicheiro teria sido vítimas de seus próprios cães.
As suspeitas de que havia algo estranho em relação à morte de Tamiya partiram da sua própria família, após três atentados sofridos nos meses de março e abril deste ano. Segundo Mario Juliano Kazuo Tamiya, filho do bicheiro, a família teve motos e um trailer incendiados. Uma casa da família e um automóvel foram atingidos por tiros.
A suspeita de assassinato foi reforçada pelo depoimento de um detento que aguarda julgamento no minipresídio de Apucarana. Ele teria sido convidado para fazer parte de um grupo contratado para matar Tamiya.
O nome do preso e o teor de seu depoimento são mantidos sob sigilo pela polícia até a conclusão das investigações. O delegado Antônio do Carmo não foi encontrado ontem pela Folha.

mockup