Justiça argentina paralisa obra no Parque Iguaçu
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terça-feira, 18 de maio de 1999
Edna Mendes 
A Justiça argentina determinou que as obras de revitalização que estavam sendo realizadas no lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu fossem paralisadas. A ordem judicial se deve a uma ação movida por uma das empresas derrotadas durante o processo de licitação das obras.
A empresa Consórcio Centro Empresarial Cataratas impetrou uma ação na Justiça contra o governo argentino alegando que existem irregularidades no contrato firmado entre a empresa Carlos Enriquez y Outros, vencedora da licitação, e o parque.
O consórcio alega que quando a empresa vencedora assumiu as obras, ela tinha uma dívida por sonegação de impostos contra o fisco argentino e que por isso não poderia ter participado do processo de licitação. Atualmente esta dívida está quitada. Em 1997, essa mesma empresa impetrou uma ação que resultou no embargo das obras que ficaram paralisadas por 11 meses.
O diretor do parque, Ernesto Lorenzo Giaquino, informou que o órgão tem 10 dias para recorrer da determinação judicial e que todos os documentos para a ação de defesa estão sendo reunidos.
A primeira parte das obras estava prevista para ser inaugurada na sexta-feira pelo presidente Carlos Menem. Nas últimas semanas os 350 operários que executavam as obras trabalhavam em ritmo acelerado para que o calendário fosse cumprido em dia.
Cerca de 60% das obras de revitalização do parque já estão concluídas. O projeto total está orçado em R$ 12 milhões e inclui a implantação de um trem movido a gás que vai percorrer três quilômetros numa miniferrovia perto das Cataratas. O parque tem 67.700 hectares e recebe anualmente cerca de 600 mil turistas. A direção prevê que este número duplique com o término das reformas.


