Justiça apreende bens de empresa para garantir direitos trabalhistas
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segunda-feira, 22 de junho de 1998
Áureo Nogueira 
Trabalhadores da Mônaco Vigilância conseguiram, na Justiça, apreender todos os bens da empresa para receber direitos trabalhistas. A Mônaco, que tem matriz em Curitiba e filial em Londrina, faliu e não pagou salários atrasados nem indenizações de seus empregados. A empresa venceu licitação para prestar serviços a uma grande empresa pública. Não suportou o tempo de espera para repasse do pagamento e atrasou os salários por dois meses, explica o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e Região, Gabriel Trindade. Na sequência, a empresa faliu, fechando as portas sem pagar ninguém.
Com a assistência do sindicato, os 12 trabalhadores entraram com processo na Justiça Trabalhista e, em ação cautelar de arresto, conseguiram apreender todos os bens da empresa disponíveis em Londrina.
A decisão, liminar, é do juiz da 2ª Junta de Conciliação e Julgamento, Francisco Roberto Ermel, que expediu mandado de arresto de um Gol Mil, ano 98, cinco microcomputadores, e todos os móveis e material de escritório da empresa. Os bens arrestados estão no endereço da filial londrinense da Mônaco, que fica na Rua Rangel Pestana, 367, no Jardim Alvorada (zona oeste).
Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina, Gabriel Trindade, os bens arrestados devem ser suficientes para garantir os direitos trabalhistas dos empregados da Mônaco em Londrina. Não sei o valor da ação nem dos bens apreendidos. Mas, como são apenas 12 os reclamantes, certamente os bens arrestados são suficientes para cobri todo o crédito trabalhista, diz o sindicalista, acrescentando que a empresa fechou as portas também em Curitiba, onde tinha mais de 30 empregados.
Os bens arrestados, entretanto, são apenas de Londrina e garantem o crédito somente dos empregados da filial. Não sei informar a situação dos trabalhadores que prestavam serviços para a matriz, em Curitiba.
É desagradável ver trabalhadores perderem o emprego, sem nem sequer receber salários e indenizações rescisórias, por incompetência gerencial e, principalmente, por má-fé de pseudoempresários, diz Trindade. Ele afirma que é comum no setor de vigilância o golpe da falência. A Folha tentou contato com diretores da Mônaco, mas não encontrou ninguém no escritório de Londrina nem em Curitiba.


