Dezenas de faixas foram espalhadas pela cidade na última semana com frases de indignação, questionando se o mentor de um crime ocorrido no dia 4 de abril do ano passado continuará impune. As faixas de protesto remetem ao assassinato do estudante Robson Fujikawa Andrade, de 18 anos, ocorrido num início de tarde, a poucos metros de sua residência, na Vila Casoni (Área Central), e teriam sido colocadas por iniciativa de amigos. O jovem ajudava o pai na empresa da família, e foi morto quando saía de casa para ir ao banco fazer um depósito.
Três dias após o crime, que ficou caracterizado como latrocínio, foram detidos André Luiz de Jesus Almeida, 18 anos, apontado como autor do disparo que matou Robson, e o ajudante de eletricista Alexandre Tosta, 20 anos, que dirigia a motocicleta utilizada na fuga. Os pais do estudante, porém, dizem que não terão sossego enquanto souberem que quem planejou o roubo está solto.
Durante o interrogatório na polícia, Almeida e Tosta revelaram que um ex-funcionário da empresa do pai de Robson teria fornecido as informações para que o crime fosse planejado. ''E nada aconteceu com esta pessoa, embora tenha sido indiciada no processo. Tenho certeza que se não fosse ela, meu filho ainda estaria vivo'', revolta-se o pai do estudante, Marcio Antonio Andrade.
O comerciante afirma estar muito preocupado com a lentidão do processo. ''É muito triste ver que nesta cidade tantas pessoas responsáveis pelos mais diversos crimes estão soltas. Se não prenderem o responsável pela morte do Robson, é melhor fechar logo o Fórum e deixar de uma vez a cidade nas mãos dos bandidos'', diz Andrade, visivelmente emocionado.
O ex-funcionário citado pelos acusados do crime trabalhou na empresa da família durante sete meses, e foi demitido. No inquérito policial, André Almeida afirma que quem passou todas as informações para facilitar o roubo do malote transportado pelo estudante foi um ''ex-funcionário da empresa''. ''Não dá para vê-lo solto por aí, talvez rindo da nossa cara'', afirma o pai da vítima.
A juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão de Freitas, responsável pelo caso, disse que todas as testemunhas foram ouvidas. A promotora Cláudia Rodrigues de Moraes Piovezan informou ontem à tarde que a instrução foi concluída anteontem, e que o processo deve chegar às suas mãos hoje. ''Aí então cada uma das partes (MP, assistente de acusação e advogados dos réus) terão o prazo de três dias para requerer diligência. Depois disso o processo volta para a juíza determinar a sentença'', explicou. Segundo a promotora o ex-funcionário da empresa de Andrade figura no processo como réu.

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