Curitiba - Fitas de vídeo com confissões dos acusados foram as principais armas, ontem, da defesa e da promotoria nos trabalhos de convencimento dos jurados que estão participando do julgamento de dois dos sete acusados de terem matado o menino Evandro Ramos Caetano em suposto ritual de magia negra, em Guaratuba, no litoral paranaense.
Os depoimentos foram citados pela promotoria (que faz a acusação dos réus Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofolini) como prova de que eles realmente participaram do crime. As fitas, com poucas edições, revelam a confissão e a reconstituição do suposto sequestro e do ritual macabro.
A defesa diz que os depoimentos apresentados foram fruto de torturas. Todos os réus teriam sido torturados com choques e afogamentos. A maioria teria confessado. Os dois que estão sendo julgados em Curitiba negam que participaram do ritual macabro.
De acordo com o advogado Matheus Gabriel de Almeida, que defende Bardelli, ambos teriam sido arrolados no processo para completar o número cabalístico ''sete''. Hoje os jurados serão convidados a ir até Guaratuba para verificar onde teria ocorrido o sequestro. Se eles se recusarem, começam os depoimentos das testemunhas.
Entre os depoimentos mais esperados (são 15 no total, quatro deles da promotoria) estão os dos delegados Luiz Carlos de Oliveira, Adauto Abreu de Oliveira e Leila Bertolini, das informantes Celina e Beatriz Abagge (que teriam encomendado o ritual de magia negra) e do tenente-coronel Valdir Copetti Neves (um dos responsáveis pela investigação do caso).
Evandro desapareceu no dia 6 de abril de 1992 e teria sido morto por asfixia antes do ritual no dia 7 de abril.

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