São José dos Pinhais - O julgamento de Ágatha Cristiane Précoma e Vanessa Quinteiro Naves - acusadas de assassinar Elizabeth Maria das Graças Vilibruno, 41 anos, e Genoeva Précoma, 80 anos, mãe e avó de Ágatha, que eram contra o relacionamento homossexual entre as duas - foi adiado pela oitava vez. O advogado Osmann de Oliveira, que defende Ágatha Précoma, não compareceu ao júri nem mandou justificativa. A juíza Ilda Eloísa Correa de Moricz, designada para atuar no caso, marcou nova audiência para o dia 10 de dezembro, às 9 horas.
Procurado pela reportagem da Folha, Osmann de Oliveira alegou que não recebeu a intimação oficial. Todo o aparato policial foi montado para a realização do julgamento. Ágatha e Vanessa, presas na Penitenciária Feminina de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, estiveram presentes na audiência.
O duplo homicídio ocorreu em maio de 1998, mas a data ainda está sendo questionada. A defesa sustenta que o crime teria ocorrido por volta das 23 horas do dia 30. Com isso, Vanessa Naves teria tratamento especial já que ainda tinha 17 anos à época. Este vai ser um dos argumentos usados em favor da acusada pelo advogado criminalista Christiano Souza Neto, que defende Vanessa.
Vanessa e Ágatha serão julgadas por duplo homicídio qualificado. Elas alegam ter assassinado Elizabeth e Genoeva por asfixia.

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