Júri condena Vera Crovador a 17 anos de prisão
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sábado, 07 de junho de 2003
Ellen Taborda<br> Equipe da Folha 
Curitiba A defesa da dona de casa Vera Lúcia Crovador, 44 anos, vai recorrer da sentença que a condenou a 17 anos de prisão pelo crime de mandar matar o marido Luiz Renato Crovador, 53 anos, assassinado no dia 3 de novembro de 1999. Por seis votos a um, Vera foi considerada culpada por homicídio qualificado.
O julgamento, que durou 37 horas com interrupções, começou na manhã da última quinta-feira. Os dois filhos de Vera com o advogado Luiz Crovador chegaram a prestar depoimentos acusando a mãe pelo crime. A sentença foi proclamada pelo juiz da 1 Vara do Tribunal do Júri, Fernando Ferreira de Moraes, por volta das 10 horas da noite de anteontem. O advogado de defesa, Osmann de Oliveira, tem oito dias para recorrer da decisão. Vera Crovador vai poder aguardar o resultado do recurso em liberdade.
A dona de casa saiu do Tribunal escoltada por policiais e vaiada pelas pessoas que assistiam ao julgamento. No seu depoimento, ela acusou ex-clientes do marido, que era advogado criminalista, como os principais interessados na sua morte.
Crovador foi morto com um tiro na cabeça dentro do escritório onde trabalhava. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Vera Crovador e o garoto de programa Milis Rogério dos Santos mantinham um romance e teriam planejado o assassinato de Crovador. Vera teria pago Milis para executar o crime, mas o rapaz teria contratado o servente Edson Rodrigues Zucco e o desempregado Cleverson Firmino Miró para matar o advogado. Eles foram condenados pela polícia e estão presos. Milis está foragido.


