A professora Vanilde Tibúrcio Maragno, 47 anos, foi condenada ontem em Umuarama a quatro anos de prisão pela morte do marido, o empresário e ex-vereador Wolnei Maragno. O empresário foi morto a tiros no quarto do casal, em Douradina, na madrugada de 8 de maio de 95.
Por quatro votos a três, os jurados reconheceram que Vanilde contratou outras pessoas para matar o marido, mas acataram a tese de que agiu sob domínio de violenta emoção, devido às agressões que sofria. Foi condenada a pena mínima de seis anos de reclusão por homicídio simples, reduzida para quatro anos por ter agido sob violenta emoção.
Presa há um ano e meio, Vanilde sempre sustentou ter sido ela mesma a autora dos três disparos que atingiram Maragno na cabeça. Manteve a versão mesmo depois da prisão de José Alves Santana, que confessou ter participado do crime junto com outros três homens.
Segundo Santana, Vanilde teria encarregado o estudante Marcos Larussa Gil de encontrar um matador. Santana recusou o serviço, mas indicou Ilson da Silva para fazê-lo. Ilson e outro envolvido, José Valdecir Ramos, teriam entrado na casa e matado o empresário.
Os quatro envolvidos teriam recebido R$ 6 mil e um Fiat Uno pelo ‘‘serviço’’. Ilson da Silva e José Valdecir Ramos estão foragidos, enquanto Santana responde ao processo em liberdade. Marcos Gil foi julgado junto com Vanilde e condenado também a quatro anos de cadeia. Ele admitiu ter ajudado a professora por amizade. O julgamento iniciado segunda-feira à tarde atravessou a noite e só terminou por volta das 8 horas de ontem.

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