Júri condena professor a 27 anos
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sábado, 26 de junho de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O professor Aristóteles Kochinski Smolarek Júnior, 28 anos, foi condenado na madrugada de ontem a 27 anos e três meses de prisão pela morte de sua mulher, Luciene Ribeiro de Paula. Luciane, com 18 anos na época, grávida e mãe de dois filhos, foi morta em 4 de agosto de 1998 durante uma viagem de turismo que os dois faziam ao Chile. O caso ficou conhecido internacionalmente. Smolarek já estava preso há três anos na Penitenciária Estadual de Piraquara em regime disciplinar diferenciado por tentar falsificar um habeas corpus. O professor foi condenado pelo júri por seis votos a um nos cinco crimes que era acusado.
Na época, Smolarek voltou ao Brasil dizendo que sua mulher havia desaparecido durante a viagem. Contudo, as suspeitas sobre ele aumentaram quando a polícia chilena encontrou o carro, alugado pelo casal, queimado. Durante o julgamento de sexta-feira, Smolarek confessou pela primeira vez o crime, alegando motivos passionais. A acusação argumenta que essa foi uma tática para amenizar a pena. Isso porque ele estava sendo acusado de premeditação, já que haiva feito um seguro de vida em nome de Luciene no valor de US$ 250 mil, no qual era beneficiário, quatro dias antes do crime e com validade apenas para a viagem.
O professor foi condenado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, tentativa de estelionato, aborto e registro de filho alheio. O juiz Regério Hetzel não reconheceu o crime como hediondo, o que faz com que Smolarek tenha liberdade condicional após um perído de reclusão. Vamos recorrer para que ele não saia da cadeia depois de cumprir somente 1/6 da pena, mas sim fique lá até o final, afirmou o assistente de acusação Dálio Zippin Júnior. O advogado de defesa, Haroldo Nater, também pode recorrer. O julgamento durou 17 horas.


