O auxiliar de marcenaria, Heros Barros Ferro, 19 anos, foi condenado ontem pelo Tribunal do Júri de Londrina a 4,6 anos de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio com o agravante de crueldade e dissimulação. Em 18 de março do ano passado, o réu tentou matar a dentista Érica Lurico Hamada, de 26 anos, no Jardim Maria Lúcia (zona leste). Ferro achava que a vítima estava prejudicando seu namoro com a irmã da dentista.
Segundo o processo, no dia do crime Heros Ferro simulou uma consulta com a dentista e tentou matá-la com vários golpes de sonda odontológica, além de amordaçar a vítima e bater em sua cabeça com uma barra de ferro. O promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Sogayar, disse que o réu não consumou o assassinato porque Érica fingiu-se de morta. O réu também teria roubado alguns objetos para simular um latrocício , roubo com morte.
Inicialmente, o juiz da 1ª Vara Criminal condenou o réu a uma pena de 14 anos e depois aplicou uma redução de dois terços. ‘‘Ele está preso e permanecerá preso’’, explicou o promotor.
De acordo com Miguel Sogayar, o resultado foi positivo porque o advogado de defesa, Luiz Tavanaro Gaya, tentou desclassificar o crime para lesões corporais e depois para um homicídio privilegiado, mas apenas o agravante de vingança foi derrubado. Heros Barros Ferro está preso desde a época do crime e vai permanecer detido. O advogado deverá tentar um recurso para reduzir a pena porque o réu está preso a mais de um ano.
Miguel Sogayar se mostra satisfeito com o desempenho do Tribunal, que neste mês realizou quatro júris e obteve quatro condenações, além de duas no mês de abril. ‘‘O Tribunal do Júri está sinalizando que vai reprimir os crimes contra a vida e a violência de uma forma geral’’, afirmou.

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