Júri condena comerciante de Maringá por morte no trânsito
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Lucinéia Parra<BR>De Maringá 
O comerciante José Carlos Pinto foi condenado a sete anos de prisão em regime semi-aberto na Colônia Penal Agrícola de Piraquara, pela morte da menina Fernanda Mullon. O júri popular acatou o pedido da acusação, condenando Pinto por homicídio doloso eventual. Fernanda morreu no dia 1º de maio de 1994, então com três anos de idade, vítima de acidente automobilístico provocado pelo comerciante em Maringá.
O julgamento terminou por volta da uma hora da madrugada de ontem. De acordo com o advogado Israel Moura, que atuou como assistente de acusação, a pena de sete anos de prisão é a mínima prevista para esse tipo de crime. ''O júri levou em consideração os antecedentes do comerciante'', disse ele. Pinto não foi preso porque tem direito a apelar da decisão.
A morte de Fernanda chocou os moradores de Maringá. Ela dormia no colo da mãe que estava dentro de uma Saveiro dirigida pelo marido Antonio Carlos Mullon. Quando o casal se aproximou da Venda São Domingos, na BR 376, próximo a Maringá, Mullon percebeu que um Escort à sua frente fazia zigue-sague na rodovia.
Ao ultrapassar o veículo, Mullon buzinou duas vezes para advertir o motorista da manobra arriscada no meio da pista. Pinto, que era o condutor do Escort, ficou irritado e passou a perseguir a Saveiro. Ele apagou os faróis e jogou o bico do carro contra a lateral da Saveiro. Com a batida, Mullon perdeu o controle do carro, que capotou diversas vezes. Fernanda foi jogada para fora da Saveiro e morreu momentos depois do acidente.


