Juntos por boas ações
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quinta-feira, 13 de abril de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

Caridade com simples gestos. É com esse espírito que há 24 anos atua o Comitê de Solidariedade dos Funcionários da Sercomtel, comissão criada e formada pelos próprios colaboradores da empresa, com o intuito de realizar ações voluntárias com entidades e organizações assistenciais e também com os próprios funcionários.
Mensalmente, cerca de 300 funcionários ajudam doando o tíquete de alimentação, que vai para uma conta do próprio comitê, que tem uma diretoria escolhida há cada dois. Todos os meses, uma reunião é realizada após o recebimento de sugestões dos participantes, para decidir quais atuações serão desenvolvidas. "Só ganhamos a satisfação de fazer o que é certo", resume o atual presidente do comitê, Aparecido de Oliveira.
Na Sercomtel há 30 anos, e participando do grupo desde 1994, Oliveira conta que várias entidades já foram reformadas pelo grupo, entre elas a Associação Flavia Cristina, na zona norte de Londrina. "Sempre realizamos trabalhos voltados para os colaboradores e assistências mais amplas. Já reformamos a casa de apoio do Hospital do Câncer, ampliamos e construímos creches. A direção da empresa apoia, os colaboradores confiam e conseguimos fazer mais", destaca.
A última ação do Comitê de Solidariedade foi a doação de 16 mil fraldas geriátricas para três instituições de caridade da cidade: Asilo São Vicente de Paulo, Lar das Vovozinhas e Lar Maria Tereza Vieira. A entrega aconteceu na tarde de quinta-feira (13), no Parque de Operações da Sercomtel, para os representantes das entidades. Foram gastos cerca de R$ 10 mil na compra dos produtos.
Segundo a vice-presidente do comitê, Margarete Casado, a ideia de ajudar estas intuições surgiu do conhecimento dos colaboradores sobre a grande demanda que elas possuem. "Estamos vivendo um período de crise e estas instituições têm dependência desse material. Então, é fundamental que os colaboradores tenham este sentimento de ajudar o próximo", explicou. Cada uma das organizações recebeu mais de cinco mil fraldas.
A próxima atuação do comitê será a disponibilização para os funcionários de utensílios usados por enfermos, idosos e vítimas de acidentes. Já foram adquiridas dez cadeiras de rodas, 11 de banho e alguns andadores, que poderão ser emprestados caso algum colaborador da empresa de telefonia precise, devolvendo posteriormente para que outras pessoas também tenham esse auxílio gratuito.
Margarete acredita que com mais empresas implementando este tipo de projeto, outras instituições poderão ter suas necessidades atendidas. "Convidamos as outras empresas, que têm o benefício do tíquete, que nos procurem para que façam esse tipo de trabalho. Estamos abertos para orientar, pois para fazer isso é só doar um pouco do tempo", estimula.

NA HORA CERTA
Com uma demanda que chega a ultrapassar o número de 300 fradas geriátricas por dia, as entidades comemoraram a doação. "Sem essas doações e campanhas nós não conseguiríamos manter a instituição na qualidade que buscamos dar para os idosos. Se fôssemos comprar essas fraldas, não daria para adquirir outros produtos que também são necessários", admitiu Angela Ramalho Saches, assistente social no Asilo São Vicente de Paulo, que atende 102 idosos na zona sul.
Recebendo uma verba mensal da Secretaria Municipal de Assistência Social, as entidades também precisam realizar promoções, eventos e bazares para que consigam atender todos os moradores e manter a estrutura. "Temos um bazar semanal e fazemos vários eventos para conseguir arrecadar fundos. Acaba um e já começamos a pensar em outro", diz Maria Julia Dutra Barros, diretora do Lar das Vovozinhas, que fica na região central e responde por 70 idosos.
Com a grande maioria dos internos que vivem nestas entidades também sofrendo de outros problemas decorrentes da idade, como Alzheimer e deficiências motoras, além de terem sido abandonados, qualquer doação recebida acaba sendo bem-vinda. No Lar Maria Tereza, na zona leste, 52 funcionários, como cuidadores, cozinheiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, entre outros, são responsáveis pelo cuidado de 69 pessoas.
"Hoje a nossa maior necessidade é pagar as contas do lar. A demanda é muito grande, mas os recursos são poucos. Então, ações que buscam ajudar são fundamentais para a nossa sobrevivência, seja como instituição e local que dá dignidade para os idosos", afirma Sueli Rizzi, presidente do Maria Tereza.
SERVIÇO
Quem quiser ajudar as instituições pode entrar em contato com o Asilo São Vicente de Paulo (fone 3339-0030); Lar das Vovozinhas (3028-0277) ou Lar Maria Tereza (3321-2866).


