Juliane vem toda a semana ao HU
Mário CésarForça de vontadeRosana e a filha Juliane moram em São Jerônimo da Serra, a 95 quilômetros de Londrina: Nunca pensei no pior, sempre fui otimistaFoi um choque. Não gosto nem de lembrar quando o médico contou que a minha filha tinha uma doença grave, mas que tinha cura. A afirmação é da dona-de-casa Rosana Aparecida Bueno Netto, cuja filha, Juliane, sete anos, sofre de leucemia linfóide aguda.
A doença foi descoberta em fevereiro do ano passado e desde aquela época ela acompanha a filha frequentemente para fazer tratamento no Hospital Universitário (HU) de Londrina. A dona-de-casa mora em São Jerônimo da Serra (95 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio, Norte do Estado).
Rosana Bueno diz que chorou muito no começo, mas afirma nunca ter perdido a fé. Nunca pensei no pior, sempre fui otimista, observa. Segundo ela, o tipo de leucemia de Juliane não necessitava de transplante de medula; por isso, as chances de cura eram maiores.
O tratamento, com medicamentos e quimioterapia, teve início logo após a descoberta da doença. No início, Juliane ficou 12 dias internada. Depois de algumas outras internações, passou a ir ao hospital somente às quartas-feiras. Em outubro termina esta fase e ela terá que vir aqui só uma vez por mês, relata a mãe.
Rosana Bueno diz que sempre contou para a filha o que estava acontecendo. Ela sempre demonstrou muita força, mas no começo ficou revoltada, não queria colaborar muito, afirma. A dona-de-casa conta que já tinha preparado a filha para o caso do cabelo começar a cair por causa da quimioterapia. Felizmente, isso não aconteceu.
Lembrando do início do tratamento, a dona-de-casa diz que foi um sofrimento. Era doloroso vê-la sofrendo, vomitando por causa dos remédios e não poder fazer nada, conta. Hoje ela se mostra animada com a recuperação da filha e diz que Juliane mudou muito. Ela está sorridente, não fica mais dando trabalho no hospital, conta.
Apesar de residir fora de Londrina, Rosana Bueno diz não ter muitas dificuldades porque sua irmã mora próximo ao HU. Mas já vi muitas famílias aqui que vêm de outras cidades e enfrentam problemas. A maioria delas não tem muitas condições financeiras. Na sua opinião, a construção de uma casa de apoio para crianças carentes é uma necessidade.





