Convidada do encontro, Juliana Borges Duarte da Cruz, 25 anos, relatou como foi possível intervir para que a família mantivesse a propriedade de cinco alqueires em Itaúna do Sul, Noroeste do Estado.
A produção estava quase restrita à mandioca, cujo preço ''quebrou'', deixando a família sem renda e devendo R$ 2,2 mil ao Pronaf. ''Lembro como se fosse hoje, minha mãe de 62 anos dizendo que ia trabalhar. Pegou a enxada e subiu num caminhão de bóias-frias!''.
Juliana contou que pediu ao pai uma quarta de terra e junto com os irmãos derrubou um curral inútil e, no lugar, ergueram um barracão para se criar bicho-da-seda. O custo, inicialmente estimado em R$ 7 mil reais, baixou para R$ 1,2 mil graças ao projeto de investimento feito por ela. Assim a sericicultura entrou na propriedade. ''A primeira chocada foi em 2005. A dívida no banco foi quitada em 2006 e nossa vida mudou''.(W.S.)

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