O assassinato de Robson Faustino Alves, 21 anos, anteontem à noite no Parque Universitário (Zona Oeste de Londrina), eleva o mês de julho à condição de mais violento do ano. A morte do rapaz é o 12º homicídio ocorrido no período. Até então, o mês mais violento, de acordo com levantamento realizado pela FOLHA, tinha sido o mês de março, com 11 assassinatos. Desde o início do ano, foram confirmados 56 homicídios no município.
Alves foi alvejado por seis tiros, por volta das 22h30 de anteontem, em um terreno baldio localizado numa esquina da Rua Camilo Simões. De acordo com delegado de Homicídios da 10 Subdivisão Policial (SDP), Ernandez César Alves, a vítima já teria estado presa por prática de furto e roubo.
Uma adolescente de 17 anos que morreu no dia 15 de julho, depois de ficar oito dias internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Evangélico, pode ser a 13 vítima. Ela teria sido espancada no dia 9 de julho, por volta de 21 horas, na Região Central de Londrina. O Instituto Médico Legal (IML) informou que a moça deu entrada no órgão como vítima de agressão física, mas ainda não confirmou o resultado do laudo.
O delegado chefe da 10Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Barroso, reconhece que o índice de assassinatos é alto e lembra que em julho do ano passado a cidade havia registrado oito assassinatos. ''A grande maioria dos homicídios está ligada ao tráfico de drogas. Acreditamos que esteja acontecendo algum tipo de desacerto entre os traficantes e a polícia está intensificando as ações no combate ao tráfico'', explicou.
Barroso afirma ainda que a polícia está trabalhando para elucidar os homicídios o mais rápido possível. ''Tivemos um fim de semana onde foram registrados mais de um homicídio, o que contribuiui também para o aumento desses números'', disse o delegado.(Colaborou Fernanda Borges)

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