De Curitiba
O julgamento de Claudemir Fontana Borba e Dirlene Paczkowski, namorados acusados da morte da estudante Celi Menezes Rosa, de 14 anos, começou ontem às 9 horas no Tribunal do Júri, em Curitiba, mas só será retomado dia 6 de agosto. O advogado dos acusados, José Feldahauf, alegou ausência de duas testemunhas para pedir a anulação do início do julgamento e foi atendido pelo juiz Luiz Zarpelon.
Celi foi morta a facadas perto da Escola Municipal Papa João 23, no bairro Novo Mundo, no dia 30 de setembro do ano passado. Claudemir Fontana Borba, 24 anos, e Dirlene Paczkowski, 22 anos, são acusados pela morte de Celi, pela tentativa de matar Elizabete Menezes Rosa, irmã de Celi, e ainda de lesões corporais contra Daniel Gomes da Silva.
Com exceção de Claudemir, todos os envolvidos estudavam na mesma escola. De acordo com o que foi apurado pela Polícia Civil, no dia 25 de setembro Dirlene e Elizabete Menezes Rosa tiveram uma discussão em sala de aula e, a partir desse dia, Dirlene passou a nutrir sentimento de ódio e de vingança contra Elizabete.
No dia 30, combinada com o namorado, Claudemir - ele armado com um revólver e ela, com uma faca - foram para a porta da escola esperar pela saída dos alunos. Claudemir estacionou bruscamente o carro e desembarcou atirando. Dirlene avançou contra Elizabete, que conseguiu fugir, mas foi alcançada por Claudemir, que lhe deu um violeno chute nas costas. Ela caiu, mas conseguiu se levantar e fugir. Claudemir ainda disparou três tiros contra ela, mas não conseguiu acertar.
Em meio a confusão, Claudemir desviou sua atenção para Elisabete Portugal, em quem deu um soco e disparou dois tiros, que também não acertaram. Dirlene, por sua vez, investiu contra Celi Menezes Rosa, que, desarmada e assustada, não conseguiu se defender de um golpe de faca na região abdominal, que provocou hemorragia aguda e sua morte. Ao voltarem para o carro, Claudemir passou por Daniel Gomes da Silva, empurrou-o e disparou um tiro contra seu pé esquerdo.
Na versão de Dirlene, durante o interrogatório do juiz Luiz Zarpelon, ela e o namorado só estavam tentando se entender com os colegas. Dirlene afirmou não estar armada de faca e disse que não sabia que o namorado tinha um revólver. Ela acusou Celi de ter dado as facadas e de ter atingido a si própria, causando sua morte.
Dirlene está desde início de outubro detida na Penitenciária Feminina esperando julgamento. Ontem, alguns parentes e amigos tanto dos réus quanto das vítimas foram ontem ao Tribunal do Júri. A mãe de Celi, Zedir Menezes Rosa, e uma irmã, Iraci Menezes Rosa, disseram que, mesmo descrentes na Justiça, esperam pela condenação.

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