Julgamento do Caso Evandro é novamente adiado
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segunda-feira, 10 de agosto de 1998
James Alberti 
O julgamento de três dos sete acusados do assassinato de Evandro Ramos Caetano, 7 anos, marcado para ontem, foi adiado pela quarta vez. O menino foi morto num suposto ritual de magia negra, em Guaratuba, em 6 de abril de 1992. A juíza de São José dos Pinhais, Marcelize Weber Lorite, transferiu o júri porque quer esperar o parecer do Tribunal de Justiça sobre a arguição de suspeição contra ela impretada pelo promotor Celso Ribas.
Indignado com a postura da juíza, Celso Ribas disse que vai pedir para que o processo seja removido do Fórum de São José, que estaria adiando propositalmente o julgamento. Ribas argumentou que a suspeição da juíza não pode impedir o prosseguimento do processo, o que seria garantido pelo artigo 11 do Código Penal. O promotor afirmou que vai pedir a marcação imediata de uma nova data para o julgamento. Não podemos deixar esse crime, que é o mais hediondo da história do Paraná, cair no esquecimento.
O júri de ontem já havia sido adiado por um habeas corpus do presidente do TJ, Henrique Lenz César. Mas, na sexta-feira, o desembargador Gil Trota Telles cassou o habeas corpus e determinou a realização. Seriam julgados o pai-de-santo Osvaldo Marcineiro e dois auxiliares de umbanda, Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares. Mas nem eles, nem os advogados e as testemunhas de defesa, foram ao Fórum. É um deboche com a Justiça, afirmou Ribas.
O advogado de defesa Antônio Figueiredo Basto disse que não compareceu ao júri porque não foi intimado. Oficialmente desconheço esse despacho (do desembargador Teles), afirmou. Segundo Basto, o Diário da Justiça de sexta-feira, número 5.201, trazia a publicação da liminar adiando o júri. Fora isso, o TJ não nos intimou, disse. A juíza Marcelize foi procurado pela Folha, mas não foi encontrada.


