Um dos crimes mais intrigantes ocorridos em Londrina deve ter um capítulo decisivo no mês que vem. Quatro anos depois do assassinato de Amanda Rossi, morta aos 22 anos, o julgamento de dois dos acusados foi agendado para o dia 30 de setembro. Dayane de Azevedo e Alan Aparecido Henrique enfrentarão um júri popular composto por sete jurados. O terceiro envolvido no caso, Luiz Vieira da Rocha, aguarda resultado de um recurso apresentado à Justiça e pode ir a júri futuramente, caso o Tribunal de Justiça considere o recurso improcedente.
De acordo com a promotora de justiça Susana Feitosa de Lacerda, o julgamento terá início às 9 horas com previsão de término somente para o dia seguinte. Segundo ela, o júri popular terá sete jurados e será comandado pela juíza da 1Vara Criminal de Londrina, Elizabeth Kather, que ainda não definiu se a sessão será aberta ao público.
A promotora que apresentou denúncia contra os réus acredita que há provas consistentes que comprovam o envolvimento direto dos acusados no assassinato de Amanda Rossi. ''As provas não deixam dúvidas em relação à participação deles no crime'', afirmou a promotora.
Informado pela reportagem da FOLHA sobre o agendamento do julgamento, Luiz Rossi, pai de Amanda, disse que tem certeza que os acusados são responsáveis pela morte da filha dele. Ele acrescentou que acredita que eles serão condenados à pena máxima. ''Espero que a justiça seja feita. Os acusados terão que pagar pela morte da minha filha e por todo o sofrimento que isso causou à nossa família'', disse.
De acordo com Marianna Michelette da Silva, auxiliar da promotoria do caso, não se pode dar detalhes sobre as provas contra os acusados. ''Mas posso dizer que houve delação. Enquanto dois acusados negaram participação no crime, um terceiro assumiu e delatou os outros dois'', disse. Ela afirmou que o processo está bem embasado. ''Foram ouvidas mais de 80 pessoas no inquérito e mais de 30 pessoas em juízo'', afirmou.
Sobre o mandante do crime, Marianna disse que ''saíram mais coisas na mídia do que realmente existe no processo.'' ''Acreditamos que há um mandante, mas no processo não há indícios sobre isso. Se ele aparecer, será denunciado'', destacou. Conforme ela, Daiane de Azevedo, Alan Aparecido e Luiz Vieira da Rocha vão responder por homicídio qualificado e a pena para este crime varia de 12 a 30 anos de prisão. Os advogados dos acusados não foram localizados para comentar o assunto.

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