Julgamento de cobrador é adiado pela terceira vez
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Ex-alunos e familiares do professor Alcir Cirilo de Queiroz, morto no dia 4 de março de 1998, protestaram ontem em frente ao Fórum de Maringá depois que o júri do cobrador Paulo Wanheimburg foi adiado pela terceira vez. Wanheimburg é assassino confesso do professor. O adiamento foi pedido mais uma vez pelo advogado de defesa Wilson Quinteiro, que alegou estar com problemas de saúde.
Mais de 200 pessoas, inclusive parentes e amigos do professor vindos de Minas Gerais, lotaram o fórum no início da manhã. Ninguém sabia da decisão de adiar o julgamento, que foi anunciado apenas no horário de início dos trabalhos, lamentou o advogado Nei Carvalho da Silva, representante da família do professor. O julgamento foi marcado para o dia 24 de outubro.
Wanheimburg, inicialmente, alegou um desentendimento para matar Cirilo, mas em junho passado disse ter sido contratado sem conhecer o mandante. A família de Cirilo acredita que o prefeito de São João do Ivaí (75 km ao sul de Apucarana), Ivens Simão (PFL), seja o mandante do crime.
O advogado argumenta que Cirilo integrou uma comissão que investigou denúncias contra Simão e levantou uma série de irregularidades que levaram o Tribunal de Justiça a pedir o afastamento do prefeito. Simão nega qualquer envolvimento com o crime.


