Mais de 50 juízes da América Latina e Penísula Ibérica discutiram em Foz do Iguaçu as legislações sobre narcotráfico, lavagem de dinheiro e a situação do Poder Judiciário desses países. Eles prepararam propostas de leis comuns para combater principalmente o crime organizado.
O encontro foi um preparativo para o Congresso Internacional de Direito Comunitário e do Mercosul, nos dias 23 a 26 de abril, em Foz. O acordo prevê ações conjuntas nas áreas de repressão ao terrorismo, máfia, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O presidente da União Internacional de Magistrados, Ramom Rodrigues Arribas, disse que a lavagem de dinheiro é o fio da meada para todos os crimes internacionais. Ele lamentou que a integração econômica segue a passos rápidos, enquanto a uniformização jurídica engatinha. ‘‘Isso compromete a eficiência do Poder Judiciário desses países’’, disse. Segundo Arribas, a prosperidade da máfia italiana, que podia ser combatida em todos os países, é um dos exemplos.
No encontro de abril, uma das pautas já definidas é a reforma do Judiciário, tornando-o mais rápido.
Uma das pautas já definidas para o encontro que será realizado em abril é a reforma do Judiciário, tornando-o mais rápido. Segundo o ministro Antônio de Pádua Ribeiro, a concentração de poderes também precisa ser revista. ‘‘O Legislativo, Executivo e Judiciário precisam trabalhar juntos e de acordo com a necesidade do povo’’.

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