Juízes protestam contra CPI
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segunda-feira, 29 de março de 1999
Vivian de Albuquerque 
No sexto dia da Semana Nacional de Mobilização pela Cidadania e Justiça, completado ontem, cerca de 150 advogados, juízes e magistrados, reuniram-se na sede do Tribunal Regional de Trabalho, em Curitiba, para mais um ato público contra a decisão do senador Antônio Carlos Magalhães de implantar uma CPI para investigar a atuação do Poder Judiciário.
A magistratura, historicamente, sempre sustentou a necessidade de reformas na Justiça, como uma forma de resolver os problemas existentes, diz o presidente da Amatra - Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná, Arion Mazurkevic. Não negamos a existência de mazelas. Mas vemos a CPI como uma forma política de investigação. E o que queremos é que os casos sejam analisados com imparcialidade e direito de defesa.
Para exemplificar o insucesso das CPIs, Mazurkevi, relembra o caso dos precatórios e das empreiteiras. Muitas coisas realmente importantes deixaram de ser apuradas nessas investigações, comenta.
Já quanto a possível extinção da Justiça do Trabalho, com a passagem das atribuições para a Justiça Federal, o presidente da Amatra fala em atrasos nas resoluções dos processos. Segundo ele, no ano passado, em todo o Brasil, foram ajuizadas 2 milhões 450 mil ações trabalhistas e destas 99% foram resolvidas. A Semana de Mobilização termina hoje, às 10 horas, com a realização de mais um ato público, desta vez em Brasília.


