Juízes liberam detentos por falta de estrutura no IML
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sexta-feira, 07 de maio de 1999
Paulo Ubiratan 
Juízes das varas criminais de Londrina afirmam que a falta de um setor especializado de toxicologia no Instituto Médico-Legal (IML) está obrigando-os a liberar acusados de tráfico de drogas. Para um preso fazer os exames de dependência de tóxico é preciso levá-lo ao IML de Curitiba.
Recentemente, o delegado-chefe da Central de Triagem, Nilton Costa, descartou em definitivo a possibilidade de os exames serem realizados na Capital. Em ofício encaminhado à juíza da 2ª Vara Criminal, Lídia Maejima, o delegado comunicou que a Secretaria de Segurança não possui mais verbas para transportar presos do interior do Estado. Para a juíza, o problema seria solucionado com a contratação de um psiquiatra e um psicólogo em convênio entre o Estado e a Universidade Estadual de Londrina.
A população de Londrina tem que tomar conhecimento disso e cobrar também soluções das autoridades responsáveis. Isso não pode continuar, pois cria a impressão de impunidade junto à opinião pública, e repete-se o velho jargão de que a polícia prende e a Justiça solta, afirmou o juiz da 5ª Vara Criminal, José Roberto Pinto Júnior.
Somente este ano, foram libertados 18 acusados de tráfico de drogas que estavam presos há mais de seis meses e que não haviam submetidos a exames para comprovar a dependência de drogas. O mais grave é que o problema não fica somente restrito à droga. O tráfico é responsável por 90% dos crimes contra o patrimônio e se estende em todas as camadas sociais, disse a juíza-substituta Oneide Negrão.


