O presidente da Comissão Especial de Licitação, José Cid Campêlo Filho disse ontem que ''não acredita que o juiz conceda a liminar suspendendo a licitação'' para prestação de serviços de informática ao Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR), ''porque os autores estão usando a ação popular como um instrumento político, quando trata-se de uma questão técnica''. A designação de Campêlo para o cargo, uma vez que ele também é secretário de Governo, é inclusive um dos questionamentos feitos pelas ações. ''A participação do governo só vem mostrar que ele está interessado em acompanhar uma licitação de vulto como essa'', rebate o secretário.

Duas ações populares foram ajuizadas na Justiça Estadual contestando a legalidade da licitação. A primeira, de autoria do advogado Haroldo Náter, conseguiu suspender a abertura dos envelopes que estava prevista para acontecer ontem de manhã. A outra ação foi impetrada por diretores do Sindicato dos Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Paraná (Sindpd), na 1 Vara da Fazenda Pública de Curitiba e acusa a licitação de estar ''preparadíssima'' para dar vitória à Positivo Informática Ltda. Até ontem, o juiz da 1 Vara ainda não havia se pronunciado.

Já o juiz da 4 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Nilson Mizuta, concedeu liminar suspendendo a abertura dos envelopes, mas ainda não deu seu parecer sobre o pedido principal para suspensão do processo licitatório. Segundo o coordenador jurídico do Detran/PR, Carlos Alexandre Bettes, só depois que o juiz der sua decisão o órgão decidirá se vai ou não recorrer.

mockup