Vânia MoreiraApertoFuncionárias dos juizados especiais, que funciona em duas pequenas salas do Fórum: pouco espaçoOs juizados especiais de Umuarama funcionam em duas salinhas no Fórum. Falta espaço, material e pessoal. A maioria das pessoas que atendem nos juizados trabalha de graça. As audiências são realizadas no salão do júri, nas salas de audiência das varas ou em qualquer outra sala disponível no momento. A situação é mais crítica no juizado especial criminal, onde tramitam aproximadamente 4 mil processos.
O órgão tem apenas um funcionário efetivo e quatro estagiários da Faculdade de Direito que ajudam a fazer o serviço burocrático. Segundo o secretário do juizado, Silvionei de Campos, toda semana entram 50 novos processos. Somente este ano chegam ao juizado 500 processos. A maior dificuldade, segundo Campos, é a falta de espaço. ‘‘Mesmo que tívessemos mais funcionários ou voluntários, não teríamos onde colocá-los para trabalhar. Falta lugar até para guardar os processos’’, reclama. As pessoas são atendidas no corredor ou no salão do júri.
Vânia MoreiraJustificativaJuiz Pedro Luis Sanson Corat, autor da proposta: ‘‘Alternativa para contornar dificuldades do órgão’’O juizado tem apenas dois conciliadores para atender as audiências marcadas das noites de terça-feira. Os conciliadores são advogados nomeados para realizar a audiência preliminar, na qual se tenta fazer um acordo entre as partes. No início, esses profissionais recebiam uma pequena verba do Tribunal de Justiça, cortada há cinco anos. Alguns funcionários do Fórum também conseguiram uma verba de representação para atuar nos juizados. Agora, ninguém mais consegue remuneração.
Apesar dos improvisos e das dificuldades, os juizados estão se sustentando. O juizado criminal consegue resolver grande parte dos processos em um ou dois meses. O órgão desafogou as varas criminais - a 2ª Vara Criminal, por exemplo, está com 480 processos -, mas a falta de condições para atender o volume de processos começa a dificultar o trabalho. (V.M.)
Vânia MoreiraDilemaSilvionei de Campos: ‘‘Mesmo que tívessemos mais funcionários ou voluntários, não haveria espaço’’

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