Juizado Especial enfrenta dificuldades
A Associação de Advogados de Londrina (AAL), Centro de Direitos Humanos (CDH) e Comissão de Justiça da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - seccional Londrina vão lançar uma campanha comunitária para ajudar o Juizado Especial de Londrina, que está enfrentando dificuldades para atender a população usuária das três Varas Cíveis e duas Varas Criminais que abriga. A primeira reunião sobre a campanha deve acontecer sábado, às 11 horas, na sala Pastoral 3 da Igreja Coração de Maria, localizada na Avenida Higienópolis com JK. A reunião é aberta a toda comunidade.
Segundo os advogados Jorge Custódio Ferreira, representante do CDH, Carlos Roberto Scalassara, representante da OAB, João Manella Cordeiro e Elizandro Marcos Pellin, representantes da AAL, o Juizado Especial está carente de recursos materiais e humanos, sem estrutura para atender as cerca de 100 pessoas que procuram o local diariamente atrás de Justiça. O problema maior está nas Varas Cíveis, que enfrentam o aumento no volume de ações ajuizadas com a mesma estrutura que foi criada. Para se ter uma idéia, de 95 a 97, foram ajuizadas uma média de 2,5 mil ações. No ano passado, este número saltou para mais de 4 mil processos, explicou Scalassara.
Segundo os advogados, este aumento de volume de ações está causando demora no atendimento aos usuários e advogados. Cada Vara Cível conta com dois serventuários concursados - uma secretária e um auxiliar de cartório - além de um juiz e um oficial de Justiça. Se não fosse os 10 estagiários de Direito que prestam serviços através de convênios, a demora seria ainda maior, disse Custódio Ferreira. Segundo Cordeiro, hoje, dependendo da hora, um advogado pode levar até 1h30 apenas para fazer um protocolo. E isso representa um tempo precioso, afirmou.
Os advogados explicaram que o Juizado, além de funcionários concursados, está precisando também de uma melhor estrutura física. As três Varas Cíveis atendem em uma única sala, falta uma máquina de protocolo e uma melhoria na informatização, entre outras coisas, explicou Elizandro Pellin. Segundo Carlos Scalassara, a OAB está estudando a possibilidade de colaborar com o Juizado fornecendo uma máquina de protocolo e um funcionário para atuar no local. Mesmo assim, vamos precisar da ajuda da comunidade para conseguir reverter a situação deficitária que o Juizado enfrenta. Não há cidadania sem acesso à Justiça. E o Juizado é o meio que a população dispõe para ter acesso a essa Justiça, de forma rápida e sem custos, observou.
Na reunião de sábado, os advogados vão propor uma ação entre amigos para arrecadar fundos e discutir propostas para alertar o presidente do Tribunal de Justiça e o prefeito de Londrina, Antônio Belinati, sobre o problema.Josoé MachadoAjudaCordeiro, Ferreira, Scalassara e Pellin: proposta de uma ação entre amigos para arrecadar fundosTelma Elorza





