Curitiba - Após funcionamento em regime de plantão por mais de um mês, o Juizado Especial Criminal de Curitiba voltou ontem a atender em horário normal. Porém, o trabalho é limitado devido a problemas de espaço. A sede dos Juizados foi interditada em 25 de fevereiro, após um decreto do presidente do Tribunal de Justiça, Carlos A. Hoffmann. O prédio apresentava falhas na estrutura, com ocorrência de goteiras e cupins, além do risco de desabamento.
Funcionando em um prédio anexo ao Palácio da Justiça, o Juizado Criminal não registrou muita procura ontem. O Juizado Especial Cível continua em regime de plantão durante o mês de abril, quando será realizada a mudança para a antiga sede do Instituto de Previdência do Estado (IPE). Até lá, os prazos continuam suspensos e os dois juizados irão utilizar o andar térreo no prédio anexo do Palácio da Justiça. O compartilhamento do espaço inviabiliza a realização de mais audiências pelo juizado criminal, que, durante o regime de plantão atendeu apenas a casos de urgência.
De acordo com o diretor dos Juizados Especiais Criminal e Cível, Luciano Campos de Albuquerque, o período de funcionamento em regime de plantão não causou grande acúmulo de processos na área criminal. No entanto, ele acredita que o juizado cível precisará de alguns mutirões de audiências, o que será facilitado pelo novo espaço a ser ocupado. ''Realizamos uma média de 80 audiências por semana. Não será muito complicado, pois o espaço é maior. Poderemos dobrar as salas e realizar 160 audiências por semana'', afirma. Albuquerque ressalta ainda que com o período de plantão os juízes conseguiram normalizar as demandas internas.
O diretor explica que até a mudança do juizado cível a orientação é que sejam levados apenas os casos mais urgentes. As demais ações serão recebidas, porém, sem o agendamento imediato das sessões. A data das audiências será comunicada por meio de correspondências. A locação de um espaço para o Juizado Especial Criminal ainda está em fase de licitação.

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