A juíza de São José dos Pinhais, Marcelise Weber Lorite, estuda a possibilidade de pedir ao Tribunal de Justiça que encontre alguma maneira de recompensar financeiramente os jurados que participaram do julgamento de Celina e Beatriz Abagge. Um dos jurados, que administrava uma farmácia, entrou em processo de falência depois de 35 dias de sessão sem poder deixar o Fórum para cuidar dos seus negócios. Sem a sua presença, sua famárcia foi fechada e ele teve prejuízos.
Anteontem, o jurado esteve conversando com a juíza para pedir a ela que encontre uma alternativa para sua situação. Segundo o escrivão Arlindo Lichtenfelds, o Fórum chegou a fazer contato com a Secretaria de Indústria e Comércio do município para pedir um emprego para o jurado. Outra participante do Conselho de Sentença do julgamento de Celina e Beatriz Abagge também reclama da longa permanência no Fórum. Desempregada, ela disse que perdeu ‘‘35 dias de chance’’ de conseguir algum trabalho durante a realização do julgamento.
Segundo o escrivão, o ideal seria que a lei brasileira estabelecesse o pagamento de ‘‘diárias’’ para os jurados, a exemplo do que já acontece nos Estados Unidos.
Novo julgamento - O promotor Celso Ribas, responsável pela acusação no Caso Evandro, encaminha hoje à tarde ao Tribunal de Justiça o pedido de anulação da decisão do julgamento de Celina e Beatriz Abagge. Encerrado no sábado, depois de 35 dias de sessão, o julgamento terminou com a absolvição das rés, revoltando o promotor que afirmou que a decisão do jurados ‘‘contrariou’’ as provas contidas no processo. Celina foi absolvida por 4 votos a 3, e Beatriz por 5 votos a 2.
No pedido encaminhado hoje ao Tribunal, Ribas vai requer oito dias de prazo para que os motivos da anulação da decisão sejam citados. Se o pedido do promotor for aceito pelo Tribunal, Celina e Beatriz deverão ser novamente julgadas. Com esta possibilidade, um novo julgamento poderá acontecer somente dentro de um ano. Até lá, elas continuarão em liberdade.

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