Juíza quer apurar troca na liberação de presos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de abril de 1998
Áureo Nogueira 
A juíza da 2ª Vara Criminal de Londrina, Lídia Maejima, enviou à Secretaria de Segurança Pública ofício requisitando a instauração de inquérito policial para investigar a troca de presos do 4º Distrito Policial na execução de alvarás de soltura expedidos pela Justiça. Pela segunda vez em aproximadamente um mês, a carceragem do 4º DP soltou um preso quando o mandado judicial determinada a soltura de outro.
Estes equívocos são, no mínimo, estranhos. Sobretudo quando ocorrem em um único distrito policial em período tão curto de tempo e envolvendo presos que respondem processo que tramitam na mesma vara criminal, diz a juíza Lídia Maejima, justificando o pedido de abertura de inquérito. Reconhecemos a precariedade do sistema carcerário e as péssimas condições de trabalho. Entretanto, essas falhas, bizonhas, na execução de alvarás de soltura só estão ocorrendo em um distrito. Para esclarecer as razões estamos requerendo a abertura de inquérito policial.
Em março, a Justiça expediu alvará de soltura em favor de Marcos de Castro. Entretanto, o detento liberado foi Denavir de Andrade. Nesse caso, o juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reis Júnior, solicitou a abertura de inquérito contra Marcos de Castro por facilitação de fuga. Agora, o mesmo erro volta a ser cometido.
O delegado titular do 4º DP, Joaquim Antônio de Melo, disse que somente no segundo caso houve equívoco na execução do mandado de soltura. No primeiro caso, o que houve foi má-fé de um preso, que se fez passar por outro. Quando prestava esses esclarecimentos à Folha, o delegado pediu que a reportagem lhe desse dez minutos para concluir o atendimento de uma ocorrência. A Folha tentou vários contatos, mas não conseguiu falar com ele. Por volta das 19h30, a telefonista do Plantão da 10ª Subdivisão Policial informou que o delegado Joaquim Melo havia saído para atender a outro caso.


