Marcelo AlmeidaEstudoAdvogados reunidos durante o julgamento ontem: defesa pode reduzir leitura para 500 páginas A juíza Marcelise Weber Lorite deverá determinar hoje que a leitura das peças processuais do caso Evandro seja agilizada para não atrasar o julgamento de Celina e Beatriz Abagge, em São José dos Pinhais. Hoje, o julgamento entra no sétimo dia sem que as quase 700 páginas de provas processuais apresentadas pela acusação tenham sido lidas. Falta ainda a leitura dos autos da defesa - quase 950 páginas.
O interrogatório das testemunhas de defesa, inicialmente previsto para começar ontem à tarde, deverá acontecer na terça-feira. Com o atraso, a sentença final do caso deverá ser proferida apenas no início da outra semana. Os advogados de defesa estudam a possibilidade de resumir para 500 páginas o processo que será mostrado aos jurados. Alguns documentos, segundo eles, coincidem com os autos já apresentados pela acusação.
No final da tarde de anteontem, a acusação voltou a apresentar vídeos com reportagens feitas pela imprensa na época do assassinato de Evandro Ramos Caetano, em abril de 92. Para o promotor Celso Ribas, os vídeos ajudam os jurados a confirmar a participação das acusadas no crime. O advogado de defesa, Antonio Figueiredo Basto, contesta. ‘‘A imprensa, muitas vezes, tem acesso apenas à versão oficial dos fatos e por isso não pode fazer parte do processo.’’
O pai de Evandro, Ademir Caetano, voltou ontem a acompanhar o julgamento. Durante dois dias, a família evitou participar das sessões em que foram exibidas fotos do corpo do garoto na época do crime. Os pais de Diógenes Caetano, primo de Evandro e primeira pessoa a ligar o assassinato a um ritual de magia negra comandado pela família Abagge, também estiveram no Fórum. Hoje, o julgamento recomeça às 9 horas e deverá ser encerrado às 18h30.

mockup