A juíza da 5 Vara Criminal do Fórum de Londrina, Oneide Negrão, ouviu ontem mais quatro testemunhas de acusação no processo que apura o sequestro dos estudantes Celso Garla Filho e Thiago Lunardelli Fonseca, ambos de 18 anos. Foram ouvidos dois porteiros de um residencial usado como cativeiro, o proprietário de uma motocicleta usada pelos sequestradores e o coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH), Gelson Gil, que acompanhou a confissão informal de um dos acusados à polícia.
Os dois porteiros trabalhavam no residencial onde morava o advogado Décio Vanderlei Nogueira, 36 anos, acusado de ser um dos mentores do crime. Os porteiros não reconheceram todos os acusados.
O proprietário da motocicleta usada para transportar as vítimas até o apartamento declarou que teria vendido o veículo em junho para o acusado Claudemir Sandoval, 24 anos.
Os estudantes foram rendidos por dois homens armados no dia 1º de julho, quando chegavam ao campus da universidade onde estudam. Eles ficaram cinco dias em poder dos sequestradores e foram libertados sem o pagamento do resgate de R$ 500 mil.
Seis pessoas foram acusadas pelo crime: Nogueira, Oreles Timph, 46 anos, e Luciano Ribeiro dos Santos, 21 anos, aguardam o julgamento presos; Celso Garla, pai de um dos estudantes e Lucinéia Ribeiro dos Santos, 24 anos, respondem ao processo em liberdade; Sandoval está foragido. Garla é acusado de ser o idealizador do sequestro.

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