Quatro testemunhas de defesa arroladas no processo de extorsão contra os policiais civis Wilson de Oliveira e Israel Henrique de Lima, prestaram depoimento ontem a tarde à juíza da 2 Vara Criminal do Fórum de Londrina, Lídia Maejima. Um dos depoentes, o delegado do 6º Distrito Policial, Algacir Ramos, teria confirmado em juízo que tinha conhecimento das investigações conduzidas pelos policiais contra a vítima Adilson Sampaio Barbosa, proprietário de uma loja de equipamentos eletrônicos que estava sob suspeita.
Os policiais foram presos no dia 16 de janeiro pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Um dia antes, segundo a denúncia, eles teriam ido até o encontro de Barbosa e exigido R$ 700,00 para devolver equipamentos eletrônicos que haviam sido apreendidos por suspeita de serem furtados. Na abordagem dos policiais da PIC, os investigadores teriam fugido e rasgado as notas.
Segundo o advogado dos réus, André Luiz Salvador, além de Ramos, foram ouvidos o delegado-adjunto da 10 Subdivisão, Jorge Barbosa, um advogado e um conhecido da suposta vítima, Sandro José Trículo. No início de janeiro, este último teria emprestado R$ 700 para Barbosa, mas disse não saber o que o amigo fez com o dinheiro. Os dois já teriam feito negócios juntos. Na oitiva de ontem, haviam sido arroladas outras três testemunhas de defesa que não conseguiram depor. Nova audiência foi marcada para o dia 31 de março.
Os dois policiais aguardam presos o julgamento do processo. Salvador havia ingressado com pedido de habeas-corpus, com pedido de liminar junto ao Tribunal de Alçada, em Curitiba. A liminar foi negada na última sexta-feira mas o recurso ainda deverá ser julgado. Lima e Oliveira também são réus em outro processo na 1 Vara Criminal de Londrina, que apura uma fuga de presos ocorrida no 4º Distrito Policial, em fevereiro.

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