Centenário do Sul - A escrivã do Cartório Criminal do Fórum de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina), Adelice Mara Barbosa, informou ontem que a juíza da cidade, Roseli Maria Geller, nomeou os defensores para cada um dos três acusados – Maria das Dores da Silva, Ronival Aparecido dos Santos e José Aparecido dos Santos – pelos crimes de furto, latrocínio, ocultação de cadáver e estelionato contra o barbeiro Manoel Hipólito dos Santos, 67 anos, cometidos em 29 de abril, em Porecatu. Em interrogatório na terça-feira, os réus alegaram que não tinham condições de contratar um defensor.
Os advogados nomeados têm um prazo de três dias, a contar da data da nomeação, para decidir se aceitam ou não a defesa do caso. Até ontem, apenas o advogado nomeado para a defesa de José Aparecido havia sido notificado. Caso aceitem, eles terão que apresentar a defesa prévia e arrolar as testemunhas de defesa, que serão ouvidas depois das testemunhas de acusação.
O barbeiro morreu após ter sido atingido por dois tiros na nuca e diversas pauladas. O corpo foi enterrado numa fossa, no quintal da casa de Maria das Dores. Dias depois, dois cheques do barbeiro, com valores de R$ 300,00 e R$ 350,00, foram passados por Maria das Dores no comércio de Centenário do Sul.
A mulher está presa em Porecatu e os outros dois envolvidos estão detidos em Centenário do Sul.
Em seus depoimentos, os réus se acusaram entre si. Maria das Dores disse que o autor dos disparos contra o barbeiro teria sido o lavrador Ronival e que José Aparecido (pai de Ronival) teria dado pauladas em Manoel. Ela afirmou que apenas teria enterrado o cadáver. Ela afirmou também que, entre 1997 e 2001, teria provocado a morte de pelo menos três filhos recém-nascidos porque não suportava o choro das crianças.
Já Ronival alegou que não sabia quem havia cometido o crime contra o barbeiro. Seu pai, entretanto, afirmou que o filho teria confessado a ele que atirou contra Manoel e que Maria das Dores deu as pauladas.

mockup