A freira Anilse Terezinha Bianchini continuará presa na guarnição do Corpo de Bombeiros de Guarapuava. Ontem, a juíza da 1ª Vara Criminal, Carmem Silvana Zolandeck Mondin, negou o pedido de revogação da prisão preventiva apresentada pela defesa, acatando parecer do Ministério Público.
Entre os argumentos para negar a revogação, a juíza citou a necessidade de se ouvir uma das mães, Mariliane Aparecida Zigman, que entregou duas crianças para adoção e que está arrolada como testemunha de acusação. A mãe será ouvida em Prudentópolis, no próximo dia 21.
A juíza baseou-se ainda na possibilidade de terem de ser reinqueridas testemunhas já ouvidas, especialmente se houver contradição entre os depoimentos. Neste caso, terá de ser feito uma acareação para solucionar o ponto de divergência. Carmem Mondin explicou também que pessoas citadas nos depoimentos podem ser arroladas e ouvidas, ‘‘e como a intimidação de testemunhas se comprovou, para resguardar a prova, eu decidi manter a ré presa’’, acrescentou.
Um dos advogados da freira, Miguel Nicolau Júnior, seguiu ainda pela manhã para Curitiba, onde entraria com pedido de habeas-corpus no Tribunal de Justiça. A idéia era conseguir uma liminar para a soltura imediata da religiosa e evitar que o TJ julgue o mérito do caso, o que poderia representar outros 40 dias de espera.

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