Sete dos oito sem-terra presos dia 26 de maio em Colorado (80 km ao norte de Maringá), por suspeita de formação de quadrilha e porte de arma, tiveram suas prisões preventivas relaxadas às 15 horas de ontem pela juíza Karen José Pim. Eles estavam detidos na cadeia da 9ª Subdivisão Policial de Maringá.
Ficou detido apenas o sem-terra Ângelo dos Santos, que no dia de sua prisão portava revólver calibre 22, que não tinha registro em cartório. No próximo dia 23 ele terá audiência com a juíza Karen, quando deverá ser libertado e responder ao processo em liberdade junto com os outros companheiros.
Os advogados Hugo Francisco Gomes e Teresa Cofre, da Rede Autônoma de Advogados de Maringá, entrou com pedido de relaxamento da prisão há duas semanas, mas a juíza Karen exigiu os antecedentes criminais de todos os detidos. Somente ontem a Vara de Execuções Penais de Curitiba conseguiu enviar os atestados, todos negativos, para Maringá.
Os oito sem-terra faziam parte das cerca de 50 famílias que invadiram a Fazenda União, a três quilômetros de Colorado, no dia 23 de maio. Eles concordaram em desocupar a fazenda no dia 26. Logo após a saída dos sem-terra houve tumulto: dois tiros foram disparados atingindo o pára-brisas do caminhão que levava os sem-terra de volta a cidade. Uma pessoa foi ferida levemente pelos estilhaços de vidro. Os sem-terra ficaram e fugiram; logo depois foram detidos pela PM.
Foram libertados ontem Irineu Schimmak, 54 anos, Armelindo Rosa, 35 anos, Francisco Fernandes, 36, Mauro dos Passos, 30, Edivaldo Alves de Souza, 58, Sebastião Ferreira, 40, e Ari Ramos, 43 anos.Marcos NegriniPrisão
relaxadaIrineu Schimmak, um dos sete sem-terra libertados ontem, assina o alvará de soltura no Fórum de Maringá; apenas Ângelo dos Santos, que portava uma arma, continuará detidoMarccio W. Varella

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