Marcelo Almeida/Arquivo FolhaJulgamentoA partir de hoje, a juíza Marcelise Lorite pretende ouvir três testemunhas por diaO julgamento de Celina e Beatriz Cordeiro Abagge, que acontece em São José dos Pinhais , completa hoje 15 dias, com o depoimento do perito Manabu Jojima. Depois de um acordo entre os advogados da acusação e da defesa, a juíza Marcelise Weber Lorite suspendeu a sessão de ontem, permitindo que testemunhas e jurados pudessem descansar e ver suas famílias. No entanto, a liberação foi feita mediante acordo, em que todos se comprometeram a não conversar com ninguém sobre o julgamento.
Ficou estipulado pela juíza que as testemunhas poderão permanecer em casa até o dia de depor. Os únicos que ficarão alojados na Escola da Polícia Civil são três pessoas que vivem em Guaratuba. A partir de hoje, a intenção da juíza Marcelise Lorite é ouvir três testemunhas por dia.
O acordo estabelecido pela juíza levou em conta a animosidade das testemunhas da acusação e dos jurados. Eles se queixavam por terem de ficar incomunicavéis por muito tempo. As queixas eram maiores entre as pessoas arroladas pela acusação, compostas por policiais (entre elas, o delegado João Ricardo Noronha) e promotores. Na sexta-feira, depois do fim da sessão, seis testemunhas do Ministério Público não quiseram ir à Escola da Polícia Civil, na Vila Izabel, onde eram alojadas todas as testemunhas. Eles foram para o Hotel Del Rey, tendo suas hospedagens pagas pelo Judiciário. A Folha flagrou Noronha no sábado, antes de mais uma sessão, conversando com vendedores de quadros na Boca Maldita.

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