A juíza de Loanda, Elizabeth Khater, revogou ontem a prisão de Pedro Alves Cabral, Jocelino Antônio dos Santos e Arlei Ascher, que fazem parte da coordenação do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Querência do Norte (113 km a oeste de Paranavaí). Eles tiveram prisão preventiva decretada em 16 de setembro junto com dois líderes do MST, Celso Anguinoni e Delfino Becker, que ficaram presos em Paranavaí por 35 dias. Cabral, Santos e Ascher estavam foragidos.
Todos eram acusados de formação de quadrilha, invasão de propriedade, cárcere privado, danos, ameaça e furto. A prisão dos dois líderes do MST levou a entidade a promover uma marcha de Querência do Norte até Curitiba, que durou o período exato da prisão deles. A revogação da prisão dos três coordenadores do MST fazia parte do acorco entre o movimento, governo e o Incra.
Segundo a advogada do MST, Tereza Cofrê, a superintendente do Incra, Maria de Oliveira, e o coordenador estadual do movimento, Roberto Baggio, se reuniram na quinta-feira com a juíza. ‘‘Eles mostraram que o clima já é de calma, o que não justificava as prisões’’, disse Tereza.
Invasão Os sem-terra que desocuparam a Fazenda Dois Córregos em Querência do Norte invadiram anteontem a Fazenda Santo Ângelo, em Marilena (79 km a oeste de Paranavaí). A Santo Ângelo é vizinha da fazenda Boa Sorte, que foi invadida na quarta-feira. A Fazenda Santo Ângelo tem 360 alqueires e pertence a Toshio Konda e Yasuko Konda. A área foi considerada improdutiva pelo Incra.

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