O industrial paulista Flávio Pinho de Almeida obteve liminar determinando a reintegração de posse das fazendas Corumbataí e Canadá, mais conhecidas como ‘‘Fazenda Sete mil’’, em Jardim Alegre (110 km ao sul de Apucarana). Há dois meses, as fazendas foram ocupadas por 400 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). A liminar foi concedida pela juíza da Vara Cível da Comarca de Ivaiporã, Noeli Salete Tavares Reback, na semana passada.
De acordo com a decisão da juíza, os sem-terra têm prazo de 20 dias para desocupar a área, a partir da notificação dos advogados do MST. Desde a criação de um acampamento do MST junto ao Parque de Exposição da Sociedade Rural Centro-Norte do Paraná, em Ivaiporã, a Fazenda Sete Mil, com área de 5.730 alqueires, estava protegida por um mandado judicial de interdito proibitório. Na época, líderes do MST anunciavam intenção de invadir a Sete Mil. O proprietário entrou então na Justiça com o instrumento preventivo.
No mandado, expedido na época pelo Juiz Fernando Silva Gonçalves, até o governador Jaime Lerner foi notificado. Porém, através da Procuradoria de Justiça, o governo do Estado manifestou-se alegando que não tinha interesse na ação. Com a invasão da propriedade, em abril, o interdito proibitório foi violado e os ‘‘réus’’ foram notificados para o pagamento de multa diária de R$ 10 mil.
De acordo com o escritório de advocacia Campos Silva, que representa o proprietário da área, um novo laudo sobre a produtividade da Fazenda Sete Mil deverá ser concluído neste mês. Advogados do MST não foram encontrados ontem para falar sobre a liminar de reintegração de posse e a eventual desocupação da Fazenda Sete Mil. Líderes do acampamento sustentam que não pretendem deixar a fazenda.

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