Juíza chilena solicita extradição de Smolareck
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 1998
Dimitri do Valle 
A juíza chilena Eleonora Domingues Delepiane determinou a prisão preventiva do professor Aristóteles Smolareck Júnior, de Curitiba. Ele é acusado de ter assassinado a mulher, Luciane de Paula Ribeiro Smolareck, de 21 anos, na noite de 4 de agosto, em Santiago, no Chile. A juíza pediu ainda à Corte Suprema do Chile a extradição de Smolareck. O pedido deve ser julgado em 30 dias. Já o Ministério Público daquele país deu parecer favorável para que ele cumpra prisão perpétua ou seja condenado à morte.
O advogado do acusado, Osmann de Oliveira, tentará impedir a extradição de Smolareck para o Chile. Um pedido de prisão, segundo Oliveira, será enviado pela Justiça chilena à Interpol, a polícia internacional, para prender Smolareck. Ele disse que vai enviar um requerimento ao Ministro da Justiça, Renan Calheiros, e à superintendência da Polícia Federal em Brasília, para que o pedido não seja cumprido. Oliveira defende que Smolareck responda o processo no Brasil.
Até a polêmica detenção do ex-ditador chileno Augusto Pinochet na Inglaterra está servindo de argumento de defesa para Oliveira contestar os posicionamentos da Justiça chilena. A Justiça do Chile quer para os outros aquilo que não quer para o Pinochet, criticou, referindo-se ao pedido de extradição de seu cliente. O advogado chegou ontem de Santiago, onde permaneceu uma semana para saber como estava o andamento do processo de homicídio qualificado contra Smolareck. Oliveira não teve acesso ao caso e disse que obteve as informações por meios extra-oficiais. Nos foi vetado o acesso ao processo, o que ofende todos os princípios possíveis, criticou.


