A juíza chilena Eleonora Domingues Delepiane determinou a prisão preventiva do professor Aristóteles Smolareck Júnior, de Curitiba. Ele é acusado de ter assassinado a mulher, Luciane de Paula Ribeiro Smolareck, de 21 anos, na noite de 4 de agosto, em Santiago, no Chile. A juíza pediu ainda à Corte Suprema do Chile a extradição de Smolareck. O pedido deve ser julgado em 30 dias. Já o Ministério Público daquele país deu parecer favorável para que ele cumpra prisão perpétua ou seja condenado à morte.
O advogado do acusado, Osmann de Oliveira, tentará impedir a extradição de Smolareck para o Chile. Um pedido de prisão, segundo Oliveira, será enviado pela Justiça chilena à Interpol, a polícia internacional, para prender Smolareck. Ele disse que vai enviar um requerimento ao Ministro da Justiça, Renan Calheiros, e à superintendência da Polícia Federal em Brasília, para que o pedido não seja cumprido. Oliveira defende que Smolareck responda o processo no Brasil.
Até a polêmica detenção do ex-ditador chileno Augusto Pinochet na Inglaterra está servindo de argumento de defesa para Oliveira contestar os posicionamentos da Justiça chilena. ‘‘A Justiça do Chile quer para os outros aquilo que não quer para o Pinochet’’, criticou, referindo-se ao pedido de extradição de seu cliente. O advogado chegou ontem de Santiago, onde permaneceu uma semana para saber como estava o andamento do processo de homicídio qualificado contra Smolareck. Oliveira não teve acesso ao caso e disse que obteve as informações por ‘‘meios extra-oficiais’’. ‘‘Nos foi vetado o acesso ao processo, o que ofende todos os princípios possíveis’’, criticou.

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