Mamborê - A cadeia de Mamborê (36 km a oeste de Campo Mourão) foi interditada ontem por ordem da juíza da comarca local, Elisiane Minasse. Ela acatou um pedido feito pelo Ministério Público que considerou a cadeia sem estrutura e sem segurança para manter os presos. Apenas este ano aconteceram duas fugas que deixaram 11 foragidos.
O delegado-chefe da 16 Subdivisão Policial (SDP), Roberval Butaccini, disse ontem que estava tentando a transferência dos 13 presos de Mamborê 10 homens e 3 mulheres para cadeias de Apuracana, Umuarama e Goioerê. A cadeia de Campo Mourão está superlotada com 84 detentos e não tem condições de abrigar os presos da cidade vizinha.
Os pedidos da promotora Sílvio Tessari Freire para que a cadeia fosse interditada vinham desde o ano passado. Segundo ela, a delegacia não tem delegado de carreira (Mamborê é sede de comarca), não tem vigilância 24 horas e as celas são úmidas e sem ventilação. Para piorar, a prefeitura retirou este mês a cozinheira cedida à delegacia.
Além das fugas uma delas facilitadda por um ''preso de confiança'' , nos últimos dias outras ocorrências motivaram o novo pedido de interdição. A promotora flagrou um homem preso por homicídio solto na cozinha. Também houve denúncia de que uma camioneta apreendida com drogas estava sendo usada por um funcionário da delegacia.
Butaccini afirmou que é esperada para outubro a nomeação de um delegado de carreira para Mamborê. Outros policias da subdivisão podem ser transferidos para a cidade. Esta é a segunda cadeia interditada na região. A primeira foi a de Peabiru (12 km ao norte de Campo Mourão). O prédio de apenas seis anos já teve oito fugas e foi fechado por falta de segurança.

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