Juiz valida atividades na Unioeste
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quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
O juiz Lauro Augusto Fabrício de Melo Filho, de Cascavel, concedeu ontem liminar validando as aulas práticas de todos os cursos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), ministradas durante a greve de professores e servidores. O pedido de liminar havia sido impetrado anteontem pelos alunos do 5º ano do curso de Medicina.
Os estudantes decidiram ingressar na Justiça depois que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da Unioeste suspendeu, no último dia 28, o calendário acadêmico da universidade. A advogada Carla Assakura, que ingressou com a liminar, explicou que os alunos não poderiam parar com as atividades no internato, porque iriam prejudicar o atendimento no Hospital Universitário, além de não conseguirem concluir a carga horária de aulas práticas exigidas.
O juiz Lauro de Melo Filho entendeu que o CEPE ''não tem competência para editar normas afetas à suspensão do calendário acadêmico, sobretudo porque os motivos da suspensão são viciados, na medida em que se baseiam em greve dos servidores''.
Hoje à noite o comando de greve e a comissão pró-Unioeste realizam uma audiência pública no anfiteatro do campus de Cascavel. O encontro deverá contar com a participação de lideranças empresariais, sindicais e comunitárias, além de deputados estaduais.
O objetivo da audiência pública é mobilizar a sociedade em torno da defesa da Unioeste, com a ampliação do orçamento para 2002 e pela sensibilização do Governo do Estado para abrir negociações com o movimento grevista.
O comando pretende aproveitar o encontro para pressionar o reitor em exercício, Wilson Iscuissati, a cumprir algumas resoluções aprovadas pelo Conselho Universitário (COU) e ainda não cumpridas. O possível cancelamento do vestibular de verão também está na pauta de discussões.


