O juiz-corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina, Roberto do Valle, afirmou ontem que deve autorizar a reativação da carceragem do 2º Distrito Policial (DP), localizado na Zona Leste. O juiz havia interditado o local em setembro, porque estava superlotado e enfrentava problemas estruturais. Valle determinou uma reforma do prédio, finalizada na semana passada.
Ontem, Valle realizou uma vistoria surpresa no DP para apurar se as obras atenderam às sugestões de mudanças do documento de interdição. ''Dentro do possível, as reivindicações foram atendidas. Não dava para pedir muito, já que o próprio prédio não ajuda pois a construção é fraca'', comentou. Segundo o delegado do 2º DP, Fátimo Siqueira, a capacidade do distrito permanece a mesma 68 presos. Quando foi interditado, abrigava cerca de 200 homens.
Ontem, o juiz declarou que o limite de lotação a ser estipulado será de, no máximo, o dobro da capacidade. Valle também informou que aguarda apenas o laudo de outra vistoria realizada no distrito, feita por uma equipe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), para autorizar a desinterdição. Os técnicos do órgão estadual estiveram no DP também ontem à tarde, após a saída do juiz.
Há cerca de três meses, Roberto do Valle solicitou a algumas entidades que realizassem vistorias no 2º DP para verificar se seria preciso interditar o local. O relatório do Decom descrevia, entre outras reivindicações, que seria necessário melhorar a cobertura do distrito, que possuia muitas telhas quebradas; resolver problemas hidráulicos, como vazamentos e válvulas que não funcionavam; e elétricos, como ligações paralelas feitas pelos presos.
O chefe regional do Decom, Walmir Matos, disse que as melhorias sugeridas foram atendidas. ''O que estava problemático, foi resolvido. No relatório, não vamos emitir juízo de valor sobre a reforma, visto que não seria ético, já que as obras não foram coordenadas por nós, mas por outro setor do governo estadual (a Secretaria de Estado de Segurança Pública). Será apenas um laudo informativo'', afirmou ele. O documento deve ser entregue hoje, o que indica que a carceragem poderá ser reativada até o final da semana.
Segundo Fátimo Siqueira, as obras duraram cerca de dois meses e custaram pouco mais de R$ 7 mil. Outras melhorias contempladas pela reforma foram a compra de colchões novos, a pintura do distrito e a retirada de algumas colunas nos corredores, que dificultavam a entrada de ar. Após o juiz autorizar a reativação, o DP precisa ser vistoriado por uma equipe da Secretaria de Segurança Pública. Somento depois disso, o 2º DP deve receber os presos do 5º DP (Zona Norte), cuja carceragem será desativada.

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