Por iniciativa do juiz Katsujo Nakadomari, da 2ª Vara Cível de Apucarana, começou a ser discutida ontem uma nova proposta para regularizar a situação das 346 famílias que moram há 6 anos no Núcleo Osmar Guaracy Freire. O objetivo é a suspensão das ações de reintegração de posse com despejo, promovidas pela Sociedade Engenharia e Construções-Soteng, de Londrina.
O assunto foi discutido ontem, no fórum, em reunião que teve a presença da gerente da CEF em Apucarana, Nilcinéa Pavanato Julião, do gerente de mercado da Superintendência Regional de Londrina, Rui Baroni, além de diretores da Soteng.
De acordo com a proposta apresentada pelo juiz, a construtora libera as casas para que a Caixa inicie a negociação de contratos com os futuros mutuários. Paralelamente, a Soteng poderia propor uma ação contra a CEF, visando o recebimento do valor investido na obra.
Para firmar o acordo, a agência local da CEF aguarda deliberação da sua matriz. Para a gerente Nilcinéa Pavanato, mais importante agora é obter uma trégua em relação às ações de remissão de posse movidas pela Soteng.
Residindo há seis anos nas casas, e ainda sem ter assinado contratos, os moradores decidiram sair em passeata, sexta-feira, invadindo a agência da Caixa para exigir uma solução. O impasse entre a CEF e a Soteng sobre o valor de um financiamento tomado pela construtora está impedindo a solução.

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