O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) aplicou, na última quinta-feira, multa de R$ 550,00 à Construtora Carpizza Ltda. A construtora e o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem são acusados de não requerer licença ao IAP para realização das obras de alargamento da BR-476, em área de preservação permanente em Araucária.
O juiz substituto Fabrício Priotto Mussi havia concedido no final de abril liminar suspendendo as obras de alargamento da BR-476 naquele trecho, em função de danos ao Ribeirão São Patrício. O juiz havia acolhido ação popular proposta pela Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária.
Diante de fotografias anexadas ao processo, comprovando danos ao meio ambiente, o juiz resolveu conceder a liminar. ‘‘É mais fácil evitar o dano que repará-lo, o que nem sempre é possível’’, diz o despacho do juiz. O descumprimento da liminar está sujeito a multa de R$ 50 mil ao dia.
Romão Cava Filho, chefe do escritório regional de Curitiba do IAP, confirmou a ausência de pedido de licença para as obras. Segundo ele, os danos ao riacho ‘‘são pequenos e me foi informado que se a construtora tivesse pedido a licença, provavelmente seria concedida’’. Cava Filho alegou desconhecer a decisão judicial. Ele disse também que a obra é necessária e que o instituto não deve se opor à retomada da terraplanagem para alargamento da rodovia.
Tanto a construtora quanto o DNER já foram notificados sobre a suspensão das obras. A construtora, por meio do diretor João Roberto da Silva, não se manifestou até o fechamento desta edição, assim como o superintendente do DNER no Estado, João Roberto Sautchuk.

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