Guaíra - O juiz federal Jail Benites Azambuja, de Umuarama, suspendeu as multas e os embargos aplicados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e autorizou quatro mineradoras a continuar extraindo areia do Rio Paraná, em Guaíra (114 km a sudoeste de Umuarama). Cinco portos de areia foram autuados há duas semanas por falta de licença ambiental e por danos ao meio ambiente. O Ibama multou cada empresa em R$ 100 mil e proibiu os depósitos de areia na margem do rio.
Azambuja acatou pedido de tutela antecipada das mineradoras que já haviam ingressado com uma ação em 2002 para garantir o direito de explorar a atividade. Elas alegam que cumpriram as exigências do Ibama e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e que a extração ajuda a conter o assoreamento do Lago de Itaipu.
O juiz alegou que concedeu a liminar para evitar prejuízos irreparáveis às empresas, porque teriam de ficar pelo menos quatro meses paradas até que o Ibama seja citado e responda às acusações. ''As mineradoras exploram a atividade há mais de 30 anos. Não creio que causarão grandes prejuízos ambientais se continuarem por mais alguns meses'', justificou. Ele aguarda a contestação do Ibama para decidir o caso.
A Mineradora Floresta, que não integra a ação, vai ingressar com um mandado de segurança na Justiça Federal para tentar suspender o embargo. O advogado da empresa, Aparecido Martins, disse que a Floresta apresentou há mais de um ano projeto de preservação ambiental e o pedido de licença ambiental ao Ibama, mas não obteve resposta.

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