Juiz sugere usar Moringão como prisão
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O início das obras de reforma da carceragem do 2º Distrito Policial (DP) de Londrina, na zona leste, previsto para esta semana, já está comprometido. Sem a transferência de pelo menos 130 dos cerca de 200 presos que ainda se encontram no local, o Departamento de Construção do Estado (Decon) não pode iniciar as obras. O problema é que as demais unidades prisionais também estão superlotadas. Com as três prisões feitas ontem, restavam apenas três vagas à disposição da Polícia Civil na Casa de Custódia (CCL).
O juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, se irritou com a possibilidade de atraso nas obras e sugeriu que as autoridades policiais requisitem um espaço alternativo para acomodar parte do excedente prisional. Na opinão dele, o Ginásio de Esporte Moringão poderia ser utilizado emergencialmente. De acordo com o juiz, se nada for feito dentro do prazo de 30 dias (a contar do dia 17 de agosto), ele encaminhará denúncia ao Ministério Público contra o secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari; o delegado-geral da Divisão do Policiamento do Interior, Nabur Sotomaior; o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André, e o delegado do 2º DP, Fátimo de Siqueira, por descumprimento de ordem judicial.
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, disse que existem 25 presos condenados no 2º DP e mais 61 que cumprem pena na CCL. Ele apontou que, nos dois casos, a transferência depende da liberação de vagas em outras unidades prisionais, como na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A penitenciária, cuja capacidade é para 504 preso, estava ontem com 525 internos. Outra alternativa é a transferência para a Colônia Penal Agrícola (CPA) dos presos beneficiados com o regime semi-aberto. Na CCL, sete presos devem seguir para a Colônia ainda esta semana, junto com outros nove da PEL que foram beneficiados com a progressão da pena.
A assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública garantiu que ''a pressa (com a reforma) é do Governo'' e que as autoridades estão trabalhando para que as obras sejam iniciadas nos próximos dias.


