O coordenador-geral do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Justino Sampaio Filho, irá encaminhar na segunda-feira ao secretário de Estado da Justiça, Aldo José Parzianello, as propostas apresentadas numa reunião realizada ontem à tarde na Casa de Custódia de Londrina (CCL), que visava discutir soluções para o problema da superlotação dos distritos policiais da cidade. Ontem à tarde, o 2º Distrito Policial (DP) abrigava 198 presos num espaço para 68 detidos, e o 4º DP estava com 35 presas numa área para 24 vagas.
A proposta mais emergencial foi apresentada pelo juiz-corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, que defendeu a idéia de que a CCL passe a abrigar seis presos por cela, o que geraria num primeiro momento 72 novas vagas que desafogariam o 2º DP. A idéia do juiz é que, com uma série de remanejamentos entre a CCL, a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), a Colônia Penal Agrícola (em Curitiba) e os distritos, cerca de 100 presos sejam transferidos do 2º Distrito.
''Seria apenas uma solução para uns quatro meses, pois depois o distrito voltaria a lotar. É necessário uma medida duradoura. Acho que precisamos discutir a construção de outro presídio em Londrina, com capacidade para no mínimo 500 detentos'', disse Valle. O diretor da CCL, major Edison Tomaz, afirmou que, com a admissão de seis presos por cela, a casa de detenção passaria a ter 432 detidos. Atualmente, são 360.
''As despesas obviamente aumentariam, e isso precisaria ser discutido com a empresa que administra a CCL. O custo de um preso por mês é de R$ 960. E a chegada de mais detentos sempre implica em maior necessidade de segurança'', disse Tomaz. O diretor também frisou que a resolução de admitir seis presos por cela seria apenas provisória.
Outra medida sugerida no encontro foi a ampliação da capacidade da CCL, que poderia ser realizada através da construção de uma nova ala ou por meio da construção de duas meias galerias. ''Parece que a Casa teria infra-estrutura para abarcar isso (as duas meias galerias), o que geraria de imediato 100 novas vagas. Vou procurar analisar o projeto original da CCL'', disse Sampaio.
Participaram da reunião representantes das polícias Civil e Militar, a deputada estadual Elza Côrreia (PMDB) e membros do Centro de Direitos Humanos (CDH). ''O problema da alocação de presos é grave em várias cidades do Paraná, não só em Londrina. O que temos que fazer é procurar soluções planejadas, a longo prazo'', afirmou Sampaio.

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